A sessão distrital aproximava-se a passos largos e chegou sem que déssemos por isso. Era dia 3 de Março, numa solarenga mas fria, terça-feira. O dia anterior tinha sido passado em preparação individual de cada um dos deputados que iriam representar os salesianos, e foi às oito e meia que nos encontrámos à porta do Senhor Fernando com um ar que misturava sono e uma certa indiferença, que disfarçava o nervosismo.
Chegamos ao Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte em Loures, com uma confortável antecedência que nos permitiu ficar a observar a chegada dos nossos opositores que vinham, uns do IPJ (Instituto Português da Juventude) e outros, como nós, que vinham das suas escolas. Apesar de parecerem inofensivos, os concorrentes eram uma pequena caixinha de surpresas, como depois podemos comprovar.
A sessão foi aberta pelo deputado Rui Gomes da Silva, do PSD, e pelo presidente da câmara de Loures. Depois das apresentações procedemos à explicação das propostas de cada escola seguidas de um período para pedidos de eslarecimento, no qual a nossa escola foi rapidamente bombardeada por ataques, tanto à proposta dos museus como à da nova disciplina. Conseguimos, ainda assim, fazer aliados dentro da escola Rainha Dona Leonor, Miguel Torga entre outras, que acabaram por votar em nós no fim.
Depois de um almoço animado na cantina da câmara, regressámos ao palácio para o encerramento da sessão. Fomos divididos em comissões, e a nossa escola ficou com os Salesianos de Manique, com quem já tínhamos acamaradado durante a hora de almoço. Votados os projectos de recomendação e as escolas que passariam à próxima fase (dentro das quais a nossa escola e os salesianos de Manique) chegou a hora da votação do porta-voz do distrito e, embora o Sérgio se tenha candidatado, quem ficou decidido foi o Pedro Espírito Santo de Manique.
Acabada a sessão aguardamos ansiosamente a chegada da sessão nacional!
Texto de:
Margarida d’ Oliveira Martins
domingo, 24 de maio de 2009
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